Tudo, menos medicina!

 Aqui, encontrei diversas coisas, menos atendimento médico!

Agendei um procedimento dermatológico simples com do Dr. Breno Luis Pitangui do Prado Faria e, de início, já achei estranho o fato dele não ter demonstrado interesse pelo problema que motivou a minha ida ao consultório.

Expliquei que vinha de uma longa temporada de treinos esportivos sob sol intenso e continuado, na severa insolação da Florida, e que isso havia me causado uma mancha no rosto, que eventualmente apresentava mudanças de cor e inchaços e que, conforme já havia acontecido anteriormente, assim como foi recomendado e feito por outros dermatologistas brasileiros e de Miami, dessa vez também eu acreditava que a mancha deveria ser retirada por meio de aplicação de um certo ácido ou conforme ele achasse conveniente.

Entretanto, o Dr. Breno sequer olhou para a mancha, tampouco fez uso de uma lupa ou qualquer outro instrumento para examinar e avaliar a extensão da lesão, nem cogitou averiguar a existência de outros eventuais problemas decorrentes daquela exposição solar que me preocupava. Ele simplesmente se voltou para o computador e começou a prescrever uma série de produtos cosméticos e protetores solares.

Embora eu tivesse comentado que não tinha interesse em comprar, ele continuou, como se fosse esse o propósito da consulta e, ao final, me passou a extensa lista de produtos.

Quando questionei sobre o procedimento de retirada da mancha, para minha surpresa, ele alegou que não poderia fazer isso, porque a clínica não dispunha do material naquele momento e que eu deveria agendar outra consulta. 
Breno Luis Pitangui do Prado Faria
Ora, mas porque não me avisaram antes? Eu havia vindo de longe para essa finalidade e eles sabiam disso! Além de negligenciar o problema que havia sido o único motivo da minha consulta, ainda agiu como um mero vendedor de cosméticos, convertendo a minha consulta numa abordagem destinada a me vender algo que não me interessava. 

Mesmo assim, acreditando que o propósito da consulta pudesse vir a ser atendido, agendei um retorno para a semana seguinte. 

Outra estranheza, foi que a partir de então, comecei a ser insistentemente abordado, via telefone e Whatsapp, por uma suposta empresa vendedora de cosméticos, me oferecendo aqueles mesmos produtos listados pelo Dr. Breno. 

Como poderia eles terem repassado o meu número de telefone pessoal para terceiros, sem minha autorização? De repente, como se não bastasse ter passado por uma consulta médica inócua - uma absoluta perda de tempo, de dinheiro e de compromissos, me vejo sujeito a uma invasiva e perturbadora tentativa de venda casada, que é crime contra a economia, previsto artigo 36º da Lei 12.529/2011.

Mas a conduta ardilosa não ficou só nisso!  Na semana seguinte, ao comparecer ao consultório, com a expectativa de realizar o pretendido procedimento, depois de ter novamente viajado para esse fim, no momento do atendimento, me comunicaram que o procedimento teria que ser pago, como uma nova consulta particular! 

Ora, vejam só astucia e a predominância do interesse próprio escuso, em detrimento do cliente:
- Eu havia marcado a consulta original pelo plano de saúde, exclusivamente para fazer o procedimento e eles aceitaram;
- Essa consulta foi confirmada por eles, obviamente sabendo que não iriam realizar o tal procedimento;
- Mesmo assim, me atenderam, propositalmente se aproveitando para aquela sessão de tentativa de venda de produtos - ou seja, visando tão somente os seus interesses de faturamento com venda;
- Agendaram e confirmaram uma segunda consulta, sem jamais terem dito que aquele procedimento não seria coberto pelo plano de saúde;
- Na última hora, sem aviso prévio, tentam, mais uma vez, faturar sobre os honorários, uma vez que tratava-se apenas de um retorno e que minha consulta original já havia sido contabilizada junto ao plano de saúde.

O resultado foi duas viagens, muito tempo perdido, chateação e perturbação, sem nenhuma contrapartida e sem que eles cumprissem aquilo para o que foram contratados. 

Em suma, nessa clínica, eu vi e vivi muitas coisas, menos serviços médicos profissionais. 

O Conselho Federal de Medicina deveria atuar para inibir esse tipo de comércio sem ética, utilizando-se de prerrogativas da profissão! Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a medicina é uma profissão exercida e representada com seriedade e profissionalismo por todos os médicos, sem exceção, um tipo de atitude como essa, seguramente, ensejaria a cassação e a expurgação desse profissional, além de alguns processos judiciais bastante sérios.

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Marcio é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, Doutor em Gestão Governamental e Ciência Política, especialista em Direito Administrativo Disciplinar, ex Diretor de Auditoria e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, Diplomado da Escola Superior de Guerra, 
MM∴, Escritor, Músico Amador, Meio-Maratonista, pesquisador autodidata em Nutrologia e Nutrição Esportiva, História e Sociologia.
 
 


 

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